简体中文
繁體中文
English
Pусский
日本語
ภาษาไทย
Tiếng Việt
Bahasa Indonesia
Español
हिन्दी
Filippiiniläinen
Français
Deutsch
Português
Türkçe
한국어
العربية
Análise dos Principais Pares de Moedas: EUR/USD, GBP/USD e USD/JPY Hoje (04/02)
Resumo:Os mercados financeiros globais apresentam um cenário de consolidação seletiva nesta quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026. Enquanto o Dólar Americano (USD) mantém uma postura cautelosa, oscilando abaixo de 97.50 no Índice DXY, os metais preciosos protagonizam uma forte recuperação, com o ouro (XAU/USD) rompendo decisivamente a barreira de US$ 5.000.

Publicado em 04 de Fevereiro de 2026
Os mercados financeiros globais apresentam um cenário de consolidação seletiva nesta quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026. Enquanto o Dólar Americano (USD) mantém uma postura cautelosa, oscilando abaixo de 97.50 no Índice DXY, os metais preciosos protagonizam uma forte recuperação, com o ouro (XAU/USD) rompendo decisivamente a barreira de US$ 5.000. Este movimento ocorre em um ambiente de calmaria tensa nos pares cambiais, onde investidores aguardam a divulgação de dados macroeconômicos cruciais: a inflação da Zona do Euro e os indicadores de atividade de serviços e emprego dos EUA. A jornada será definida por esses números, que têm o poder de reorientar as expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE).
EUR/USD: Euro Mantém Firmeza Acima de 1.1800 em Espera do Dado de Inflação Chave
O par EUR/USD opera com leve firmeza, sustentando-se acima do nível psicológico de 1.1800 após uma alta de aproximadamente 0,25% na sessão anterior. O foco absoluto do mercado está no Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (HICP) da Zona do Euro, a medida preferida de inflação pelo BCE. As previsões indicam uma desaceleração, com a taxa anual projetada para cair de 1.9% em dezembro para 1.7% em janeiro. Um resultado abaixo da expectativa pode reacender preocupações com a fragilidade da recuperação econômica europeia e adiar ainda mais qualquer discussão sobre aperto monetário, potencialmente pressionando o euro. Por outro lado, uma surpresa positiva ou um dado na linha pode oferecer algum suporte à moeda única, sustentando a narrativa de que o BCE, embora cauteloso, não pode ignorar totalmente as pressões de preços. A reação do par será um termômetro imediato do sentimento de risco em relação à economia europeia.
GBP/USD: Libra Estabiliza Acima de 1.3700 Antes da Decisão Crucial do Banco da Inglaterra
A libra esterlina (GBP) mostra relativa estabilidade frente ao dólar, negociando em um canal estreito acima de 1.3700. A calmaria, no entanto, é premeditada, à espera do principal evento da semana para a moeda britânica: o anúncio de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE), marcado para quinta-feira. O mercado avalia persistentemente o dilema do banco central, que precisa equilibrar o combate à inflação ainda elevada com os riscos de uma desaceleração econômica. Qualquer sinal no comunicado ou nas votações do comitê que aponte para uma postura mais dovish (acomodatícia) do que o esperado pode desencadear uma venda acelerada da libra. Por outro lado, uma mensagem hawkish (restritiva) e firme sobre a necessidade de manter as taxas em patamares restritivos pode impulsionar a GBP/USD. A lateralização atual reflete a incerteza elevada que precede este evento de alto impacto.
USD/JPY: Iene Enfraquece para 156.50 com Amplo Diferencial de Juros como Motor
O par USD/JPY continua sua trajetória de alta consistente, aproximando-se do nível de 156.50. Este movimento é um clássico reflexo do amplo diferencial de taxas de juros entre os Estados Unidos e o Japão. Enquanto o Federal Reserve mantém uma postura focada no controle da inflação, sem pressa para cortes agressivos – percepção reforçada pela nomeação de Kevin Warsh –, o Banco do Japão (BoJ) permanece firmemente ancorado em uma política monetária ultra-acomodatícia. Este cenário torna o iene uma moeda ideal para o carry trade, onde investidores tomam empréstimos em JPY (a baixíssimo custo) para investir em ativos de maior rendimento em outras moedas, como o dólar. Desde que a dinâmica de política monetária divergente se mantenha, a tendência de enfraquecimento do iene frente ao dólar deve prevalecer, com o par buscando testar resistências mais altas.
AUD/USD: Dólar Australiano se Mantém Forte Acima de 0.7000 Após Hawkish RBA
O dólar australiano (AUD) é um dos maiores desempenhos da semana, e o par AUD/USD sustenta seus ganhos acima do nível-chave de 0.7000. Esta força é um legado direto da decisão do Reserve Bank of Australia (RBA) na terça-feira, que não apenas elevou as taxas de juros, mas também comunicou um tom hawkish sobre o futuro da política monetária. O banco central sinalizou preocupação com a inflação e a intenção de fazer o que for necessário para contê-la, atraindo fluxos de capitais em busca de rendimento e confiança na economia local. A força do AUD é clara na tabela de performance semanal, onde ele apreciou mais de 1% frente ao dólar americano e mais de 2% frente ao iene. Enquanto o cenário de commodities e a postura do RBA permanecerem favoráveis, o AUD deve continuar encontrando compradores em dips.
NZD/USD: Dólar Neozelandês Consolida em 0.6050 Após Dado de Desemprego Mais Fraco
Em contraste com seu vizinho australiano, o dólar neozelandês (NZD) enfrenta um contexto mais desafiador. O par NZD/USD entrou em uma fase de consolidação próximo a 0.6050, após um salto na sessão anterior. O impulso foi contido pelos dados locais que mostraram a Taxa de Desemprego subindo para 5.4% no quarto trimestre, contra 5.3% anterior. Este leve aumento sugere um possível amolecimento no mercado de trabalho, o que pode dar ao Reserve Bank of New Zealand (RBNZ) mais flexibilidade para adotar uma postura menos agressiva nos próximos encontros. A performance do NZD frente ao dólar (-0.50% na semana) reflete essa cautela. A moeda precisará de dados econômicos mais robustos para recuperar um momentum de alta sustentado frente ao USD.
USD/CAD: Dólar Canadense Enfrenta Dólar Americano em Meio a Volatilidade de Commodities
O par USD/CAD reflete um embate mais equilibrado, com o dólar canadense (CAD) sendo influenciado de perto pelos preços das commodities, especialmente o petróleo. O dólar americano registrou um ganho modesto de 0.20% contra o CAD nesta semana, conforme a tabela. A moeda canadense tende a se beneficiar em ambientes de apetite por risco e alta nos preços das matérias-primas, mas esses ganhos podem ser limitados por um dólar americano amplamente forte. A dinâmica do par será sensível aos dados de emprego do Canadá (a serem divulgados) e, principalmente, ao sentimento geral do mercado em relação ao crescimento global e à demanda por energia. Um rompimento sustentado acima de certos níveis por parte do USD/CAD pode sinalizar uma pressão mais ampla de fortalecimento do dólar.
Ouro (XAU/USD): Rompimento Acima de US$ 5.000 Sinaliza Recuperação Estrutural
Para além do mercado de câmbio, o ouro se destaca com um movimento robusto e de alto significado técnico. O XAU/USD não apenas se recuperou da violenta liquidação, mas rompeu com convicção a resistência psicológica de US$ 5.000, registrando ganhos superiores a 2% no dia. Este movimento vai muito além de um mero alívio técnico; é uma reafirmação dos fundamentos fortes do metal. A queda foi atribuída a fatores técnicos (aumento de margens) e a uma reação de curto prazo a notícias (nomeação de Warsh), sem corroer as principais razões para a demanda: compra de bancos centrais, hedge geopolítico e proteção contra a inflação. A capacidade de rápida recuperação atrai novos compradores e sugere que a correção pode ter criado uma base sólida para o próximo estágio de alta, com analistas mantendo previsões ambiciosas para o fim de 2026.
Bitcoin (BTC/USD): Fraqueza Persistente Contrasta com Força do Ouro
Em nítido contraste, o Bitcoin (BTC/USD) continua sua trajetória de venda pesada. A análise de Christopher Lewis é sombria, indicando que a quebra de suportes cruciais pode abrir caminho para uma queda em direção a US$ 63.000. Esta fraqueza persistente desafia diretamente a narrativa do criptoativo como “ouro digital”. Enquanto o ouro se recupera com base em demanda física e institucional concreta, o Bitcoin parece sofrer com a falta de uma utilidade prática massiva e inquestionável no momento atual. Lewis resume: “É basicamente uma solução em busca de um problema”. A divergência de performance está forçando investidores a reavaliarem a natureza de cobertura de risco (hedge) de cada ativo, com o ouro saindo fortemente na frente neste episódio recente de turbulência de mercado.
Conclusão: A Calmaria Precária Antes da Tempestade de Dados
Os mercados encontram-se em uma pausa estratégica nesta quarta-feira. A aparente calmaria nos pares de moedas mascara a tensão elevada em torno dos dados que estão por vir. O dólar aguarda por direção, seja dos números de inflação europeus que podem impactar a trajetória do euro, seja dos indicadores americanos que validarão ou não a postura cautelosa do Fed. Enquanto isso, o ouro aproveitou a trégua para enviar uma mensagem poderosa sobre sua resiliência estrutural. Para o trader, os próximos passos devem ser dados com extrema atenção aos riscos. Posições devem ser dimensionadas considerando a volatilidade implícita que eventos como estes carregam. A narrativa de fortalecimento do dólar por divergência monetária ainda está de pé, mas encontra desafios em moedas como o AUD. A lição do dia é clara: em um ambiente guiado por dados, a paciência e a capacidade de reagir a fatos novos superam a tentativa de antecipar movimentos.

Isenção de responsabilidade:
Os pontos de vista expressos neste artigo representam a opinião pessoal do autor e não constituem conselhos de investimento da plataforma. A plataforma não garante a veracidade, completude ou actualidade da informação contida neste artigo e não é responsável por quaisquer perdas resultantes da utilização ou confiança na informação contida neste artigo.
