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A nova aposta da Vale: por que mineradora mira em minério de qualidade intermediária?
Resumo:Executivos da companhia já citam, há algum tempo, maior flexibilização de portfólio e redução de custos como vantagens da estratégia
A Vale (VALE3) anunciou uma mudança na estratégia de potfólio, aumentando o valor por meio do minério de qualidade intermediária nas operações em Carajás, no Pará, como principal base de produção. De acordo com a administração, a companhia se destaca da identidade focada em minério de alta qualidade, para focar em flexibilidade.
Conforme o Itaú BBA, após conversas com executivos da companhia, a proposta da Vale envolve reduzir o cut-off (teor mínimo economicamente aproveitável) em Carajás. Com isso, a empresa espera produzir mais minério de qualidade intermediária (SSCJ), com as margens de excelência de Carajás.
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Além disso, o projeto ainda visa utilizar material com alto teor de sílica do Sistema Sudeste para blending e concentração. De acordo com os analistas, isso retira do mercado a oferta de minério corretivo e eleva os prêmios de qualidade.
Quanto ao blending, durante o encontro com o BBA, os executivos da Vale sinalizaram que o minério de Simandou, com alto teor de alumina e baixo teor de sílica, deve exigir minério brasileiro contendo sílica como corretivo. De acordo com a administração, a companhia já tem recebido consultas comerciais para soluções de blending relacionadas.
Além disso, a empresa planeja fortalecer a cadeia logística com novos centros de concentração e mistura, reduzindo custos de frete e aumentando a flexibilidade operacional.
Realização de preços
De acordo com a Vale, as pressões de custos estão aumentando. Segundo a companhia, ao menos três fatores têm impactado esse resultado. Em primeiro lugar, parte de seu produto de qualidade intermediária ainda apresenta alta variabilidade de especificações e é negociada com desconto.
Para o BBA, isso impactará a realização média de preços dos finos em comparação com o prêmio de US$ 4/t obtido no 1T.
Em último lugar, de acordo com os executivos, o segmento de pelotas tem apresentado menos volumes de produção e uma mudança do mix. Esse segmento possui um prêmio de cerca de US$ 10/t.
Com o real em torno de R$ 5,00 por dólar, o custo caixa direto da operação até o porto tem enfrentado ventos contrários. Com a adição dos preços mais elevados do diesel, os custos totais têm sofrido ainda mais pressão.
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